O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta terça-feira (20) o convite para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva integre o recém-criado Conselho de Paz para Gaza. Durante uma coletiva de imprensa, o republicano expressou simpatia pelo líder brasileiro e destacou que ele terá um papel de destaque nas negociações e na reconstrução do território.
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, declarou Trump. Na mesma ocasião, o norte-americano sugeriu que o novo colegiado poderia substituir a Organização das Nações Unidas (ONU) em resoluções de conflitos, criticando a eficácia da entidade internacional: “A ONU simplesmente não tem sido muito útil”.
Lula analisa condições e impacto financeiro
O governo brasileiro confirmou o recebimento do convite, mas informou que o presidente Lula ainda não tomou uma decisão definitiva. O tema foi discutido em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Palácio do Planalto. A diplomacia brasileira avalia minuciosamente o documento, focando em pontos sensíveis como:
- Impacto orçamentário: A condição de membro permanente exige o pagamento de uma taxa de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) ao fundo do conselho já no primeiro ano.
- Geopolítica: A composição do grupo, os países aderentes e o posicionamento político desses membros em relação ao conflito.
- Objetivos: O foco real do conselho na transição política, segurança e reconstrução da Faixa de Gaza.
Estrutura do Conselho de Paz
O órgão anunciado por Trump prevê a participação de cerca de 60 países com um mandato inicial de três anos. Entre os membros-fundadores já oficializados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, além de Jared Kushner, genro de Trump, e Steve Witkoff, enviado especial para o Oriente Médio.
Apesar do entusiasmo de Trump, a iniciativa tem sido recebida com cautela pela comunidade internacional. Líderes como o presidente francês Emmanuel Macron já descartaram a participação, questionando a legitimidade e o escopo das atividades do grupo. A criação do conselho é parte de um plano de 20 pontos de Trump para encerrar a guerra, focado na desmilitarização e reestruturação do território palestino.







































