O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), lançou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância. A iniciativa visa padronizar e aprofundar a coleta de dados sobre a saúde de crianças nos 34 distritos sanitários indígenas do país.
Até então, o sistema oficial não possuía uma área específica para o acompanhamento detalhado dos marcos do crescimento infantil. Com a atualização, as equipes multidisciplinares poderão registrar informações estratégicas, como resultados da triagem neonatal, que inclui os testes do pezinho, coraçãozinho e orelhinha.
A diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Putira Sacuena, destacou que a sistematização dos dados permite identificar precocemente riscos e vulnerabilidades. O foco é garantir intervenções oportunas em casos de doenças prevalentes na infância e assegurar um histórico clínico completo para os profissionais de saúde.
O monitoramento também passará a incluir o rastreio de sinais de risco para o transtorno do espectro autista e a avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. Além disso, o sistema conta com campos obrigatórios para identificar situações de vulnerabilidade social e possíveis suspeitas de violência contra menores nos territórios atendidos.
A implementação do novo módulo faz parte de um esforço do governo federal para reduzir as desigualdades no acesso à saúde básica. A Sesai espera que o planejamento de ações se torne mais efetivo ao utilizar dados reais sobre o crescimento e o desenvolvimento das crianças indígenas de todo o Brasil.










































