O ministro Alexandre de Moraes, no exercício da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar o suposto vazamento de dados fiscais de integrantes da Corte. A medida foi tomada sem a provocação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal.
A investigação surge após publicações na imprensa revelarem transações financeiras envolvendo familiares de ministros e o Banco Master. Entre os episódios citados, estão contratos de um escritório de advocacia ligado à esposa de Moraes e a venda de participações em um resort por parentes do ministro Dias Toffoli.
Moraes suspeita que as informações detalhadas sobre essas movimentações tenham sido extraídas indevidamente de bases de dados oficiais. Embora o procedimento de abrir inquéritos por conta própria seja alvo de debates jurídicos, o regimento interno do STF autoriza a presidência a agir quando há infrações nas dependências da Corte ou contra seus membros.
Em dezembro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou pedidos de investigação contra Moraes e sua esposa sobre o caso Banco Master. Gonet argumentou que as denúncias eram baseadas apenas em matérias jornalísticas e careciam de indícios materiais mínimos de ilicitude.
O caso intensificou discussões internas no Supremo sobre a conduta ética dos magistrados. O ministro Edson Fachin, presidente titular da Corte, já sinalizou que a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores será uma das prioridades institucionais do tribunal para o ano de 2026.










































