O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, formalizou nesta terça-feira seu apoio a um manifesto internacional que defende a autonomia das autoridades monetárias. A iniciativa é uma resposta direta às recentes pressões exercidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Federal Reserve.
O documento reafirma que a independência técnica é essencial para a estabilidade econômica global e para o controle da inflação. Ao assinar a carta, o Brasil se alinha a grandes instituições como o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra na defesa da gestão técnica contra interferências políticas.
A solidariedade a Jerome Powell ocorre em um momento em que o chefe do FED enfrenta investigações sobre reformas prediais, as quais ele classifica como instrumentos de pressão. No Brasil, o gesto de Galípolo também reforça a blindagem da autoridade monetária em meio a debates sobre a liquidação do Banco Master.
Especialistas do mercado financeiro avaliam que a união dos bancos centrais busca preservar a credibilidade das instituições diante de um cenário de volatilidade. O mandato de Powell encerra em maio, e a disputa em torno das taxas de juros nos Estados Unidos continua a impactar os mercados emergentes.











































