O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (6) que a operação militar contra a Venezuela, realizada no último sábado (3), resultou na morte de “muitos” indivíduos, especificando que grande parte eram cubanos. A ação envolveu o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores, em Caracas.
Em discurso para parlamentares do Partido Republicano, Trump elogiou a operação como “taticamente brilhante”, destacando o uso de 152 aeronaves e a mobilização de tropas em solo. Segundo ele, nenhuma vítima americana foi registrada durante o ataque, mas os defensores de Maduro foram mortos. “Do outro lado sim, muitos morreram. Infelizmente, devo dizer. Muitos cubanos”, afirmou.
O presidente norte-americano também mencionou Maduro de forma crítica, lembrando que ele é violento e comparando sua própria dança a um vídeo em que o venezuelano tentou imitá-la. Trump ressaltou que a intervenção demonstrou a superioridade militar dos Estados Unidos e criticou opositores internos, incluindo o Partido Democrata e manifestantes em Nova York.
Mortes a sangue frio
Em resposta, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou que boa parte da equipe de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” durante a operação, incluindo soldados e cidadãos inocentes. Padrino rejeitou a intervenção americana e exigiu a libertação de Maduro, atualmente detido em Nova York sob acusação de narcoterrorismo.
O episódio intensifica a crise entre os dois países, com repercussões políticas e humanitárias na Venezuela e críticas de parte da comunidade internacional sobre a ação militar dos Estados Unidos.











































