O Brasil manifestou nesta terça-feira (6) na Organização dos Estados Americanos (OEA) que o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos representa uma “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela e à ordem internacional. A declaração foi feita pelo embaixador brasileiro junto à entidade, Benoni Belli, durante reunião extraordinária do Conselho Permanente.
Segundo Belli, a ação militar e os bombardeios no território venezuelano evocam períodos de instabilidade que a América Latina e o Caribe buscavam superar. Ele alertou que ataques desse tipo criam precedentes perigosos, permitindo que países mais fortes imponham decisões sobre os mais fracos, minando o multilateralismo e a autodeterminação dos povos.
O caso ocorre após militares norte-americanos retirarem à força Maduro e sua esposa, Cília Flores, de Caracas, em uma operação que resultou na morte de integrantes das forças de segurança venezuelanas e explosões na capital. O casal foi levado para Nova York, onde vai responder a acusações de suposto envolvimento com narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
Maduro negou as acusações, se qualificando como “prisioneiro de guerra” e “homem decente”. Ele permanece detido em um presídio federal no Brooklyn, enquanto aguarda julgamento nos Estados Unidos. O Brasil reforça que fins não justificam meios, defendendo a soberania internacional e a aplicação do direito internacional como base para relações entre nações.











































