O Brasil vai condenar o ataque à Venezuela durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, reforçando a defesa da soberania nacional e da integridade territorial dos países. A avaliação interna, no entanto, é de que o encontro terá efeito político limitado e não deve produzir mudanças concretas na situação do país vizinho.
A posição brasileira segue a linha histórica da diplomacia do país, que rejeita intervenções externas e sustenta que qualquer transição de poder na Venezuela deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos. O discurso a ser lido pelo embaixador Sérgio Danese reafirma o compromisso com o direito internacional e condena ameaças à soberania.
Diplomatas ouvidos avaliam que a reunião servirá principalmente como espaço para exposição de posições por parte da Venezuela e dos Estados Unidos, sem expectativa de ações práticas. Ainda assim, o Brasil considera essencial registrar oficialmente sua condenação ao ataque à Venezuela no principal fórum de segurança internacional.
O governo brasileiro também demonstra preocupação com a escalada de tensões na região e com declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que levantaram receios sobre possíveis impactos em países vizinhos, como a Colômbia. A prioridade, segundo o Itamaraty, é evitar que a América do Sul volte a um cenário de instabilidade permanente.
Além da atuação na ONU, o Brasil integra uma resposta diplomática regional. Países como Chile, México, Colômbia, Espanha e Uruguai assinaram nota conjunta condenando os ataques e rejeitando qualquer tentativa de controle externo sobre a administração venezuelana ou seus recursos naturais, especialmente o petróleo.
O documento regional evita citações diretas a líderes políticos para reduzir tensões e reforça a busca por uma solução baseada no diálogo e em uma transição pacífica. Para o Brasil, a condenação ao ataque à Venezuela é parte de um esforço mais amplo para preservar a região como zona de paz e cooperação.






































