O início da cobrança de pedágio na BR-364 provocou forte reação negativa entre moradores de Rondônia e também no meio político. As principais críticas se concentram no impacto econômico e no aumento dos custos para motoristas, transportadores e para toda a cadeia produtiva do estado.
Entre as vozes mais firmes contra a medida está o senador Jaime Bagattoli (PL), que relembrou ter se posicionado contra a concessão desde o início do seu mandato. Para o parlamentar, a privatização da rodovia foi construída sem diálogo com a sociedade e ignora os efeitos diretos no bolso do consumidor final.
“Desde o início, eu fui contrário à privatização da 364, pois eu já sabia do impacto disso tudo na população e na economia do estado. Tentei de todas as formas reverter essa decisão, mostrando que a população e o setor produtivo não foram sequer consultados”, afirmou Bagattoli em publicação nas redes sociais.
O senador destacou que levou sua posição contrária às comissões do Congresso, ao plenário e a reuniões com o Ministério dos Transportes, defendendo a realização de audiências públicas antes da formalização do modelo de concessão. Segundo ele, a ausência de escuta popular compromete a legitimidade do processo.
No último ano, Bagattoli também solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a realização de auditoria sobre a concessão da BR-364 em Rondônia. O pedido inclui inspeções de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, com foco em todo o processo licitatório.
Para o parlamentar, o modelo adotado transfere custos à população sem garantir benefícios proporcionais. “O Governo Federal se livra da manutenção da rodovia e ainda arrecada mais impostos sobre transportadores e motoristas. Nada foi feito para melhorar a vida da população. É um governo que não pensa no desenvolvimento da região Norte”, concluiu.






































