O presidente da Argentina, Javier Milei, provocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar o ataque dos EUA à Venezuela, ocorrido na manhã deste sábado (3). Em publicação nas redes sociais, Milei divulgou um vídeo com trechos de um discurso feito durante a cúpula do Mercosul, em dezembro de 2025, e incluiu uma foto de Lula abraçado com Nicolás Maduro.
Na postagem feita na rede social X, o presidente argentino associou o petista ao líder venezuelano, classificado por ele como chefe de uma “ditadura atroz e inumana”. No vídeo editado, Milei afirma que esse tipo de regime não pode continuar existindo no continente, sob o risco de “arrastar todos os países”.
Ao comentar o ataque dos EUA, Milei parabenizou o presidente norte-americano Donald Trump pela ofensiva militar, que, segundo Washington, resultou na captura de Nicolás Maduro. O argentino afirmou que a pressão dos Estados Unidos seria necessária para “libertar o povo venezuelano”.
Na legenda da publicação, Milei celebrou a ação militar e repetiu o bordão que marcou sua campanha presidencial: “La libertad avanza. Viva la libertad, carajo”.
O episódio ocorre em meio à escalada de tensões na região após o anúncio oficial dos ataques norte-americanos em território venezuelano. Trump confirmou que forças dos EUA realizaram uma ofensiva em larga escala e que Maduro teria sido capturado e retirado do país junto com a esposa.
Autoridades norte-americanas também emitiram alertas de segurança. A Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá pediu que cidadãos norte-americanos não viajem à Venezuela e evitem as fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana, diante do risco de novos confrontos.
Desde o início da ofensiva, os EUA alegam que a operação tem como objetivo combater o tráfico internacional de drogas. Maduro é apontado por Washington como líder do Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional.
A provocação de Milei amplia o desgaste diplomático no Mercosul e evidencia o distanciamento político entre Argentina e Brasil, especialmente diante da postura brasileira de condenação ao uso da força e defesa da soberania venezuelana.











































