O Supremo Tribunal Federal (STF) organiza, no próximo dia 8 de janeiro, evento em Brasília para marcar os três anos dos atos golpistas quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram prédios dos poderes da República.
A programação, intitulada “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, inclui abertura de exposição, exibição de documentário, roda de conversa com jornalistas e mesa de debate. À tarde, será aberta a exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução” no Espaço do Servidor do STF. Em seguida, o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” será exibido no Museu do STF.
O evento segue com roda de conversa sobre o tema e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo. O objetivo é resgatar a memória do episódio e reforçar a importância da democracia.
Ao relembrar os dois anos do 8 de janeiro, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento subterrâneo que articulava um golpe de Estado. Fachin destacou que lembrar a data é “um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”.
Após a divulgação do resultado da eleição em 30 de outubro de 2022, apoiadores de Bolsonaro iniciaram um movimento pedindo golpe militar para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Houve fechamento de rodovias, acampamentos em frente a quartéis, tentativa de implantar bomba próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília e invasão de uma delegacia da Polícia Federal após queima de ônibus no dia da diplomação.
Investigações do STF resultaram na condenação de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado e conspiração para permanecer no poder, responsabilizando o ex-presidente por tentar convencer comandantes militares a aderir ao golpe.











































