A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação ocorreu em Ponta Grossa (PR), onde Martins cumpria prisão domiciliar desde o último sábado (27).
O ex-assessor foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista que tentou interferir no resultado das eleições de 2022. A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Na última terça-feira (30), Moraes determinou que a defesa de Martins se manifestasse sobre um possível descumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de redes sociais, atividade que estava proibida. Segundo o magistrado, o comportamento evidenciaria desprezo pelas normas e pelo sistema jurídico.
A defesa, por meio do advogado Jeffrey Chiquini, negou irregularidades. Segundo ele, Martins cumpria exemplarmente as medidas cautelares e nunca recebeu advertência. O advogado classificou a ação como uma medida de cumprimento de pena, alegando que não houve descumprimento judicial.
Martins foi apontado anteriormente como líder do chamado gabinete do ódio, estrutura que atuava em prol da disseminação de notícias falsas e estratégias de ataque à democracia durante o governo Bolsonaro.











































