A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a apreensão de um adolescente investigado por estupro coletivo em Copacabana, na Zona Sul da cidade. O mandado foi expedido após pedido das autoridades, mas o jovem não foi encontrado em seu endereço e, segundo a polícia, é considerado foragido.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que apura a participação do adolescente em um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos. Por se tratar de menor de idade, a identidade do investigado não foi divulgada.
De acordo com o delegado Angelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o adolescente é apontado como a “mente por trás” de pelo menos dois casos de abuso investigados pelas autoridades.
Mudança de posicionamento do Ministério Público
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) passou a defender a internação provisória do adolescente após o surgimento de novas denúncias durante o andamento das investigações.
Inicialmente, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, havia se manifestado contra a apreensão do jovem. Na ocasião, ele avaliou que não havia elementos suficientes para justificar a medida socioeducativa restritiva de liberdade.
Com o avanço das investigações e o aparecimento de novos relatos, o Ministério Público revisou o entendimento e passou a apoiar a medida solicitada pela polícia.
Quatro adultos já são réus
O processo foi desmembrado, pois envolve quatro adultos e um adolescente de 17 anos. No Brasil, menores de 18 anos não respondem criminalmente da mesma forma que adultos e podem ser responsabilizados por atos infracionais, com aplicação de medidas socioeducativas.
A Justiça do Estado do Rio de Janeiro já aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público contra os quatro maiores de idade, que se tornaram réus por estupro coletivo e cárcere privado.
Os mandados de prisão foram expedidos anteriormente, e todos os quatro suspeitos adultos se entregaram às autoridades nos dias seguintes à decisão judicial.
Duas denúncias contra o adolescente
Segundo as investigações, o adolescente é alvo de duas denúncias de estupro coletivo. Nos relatos das vítimas, ele teria sido responsável por atrair as jovens para locais onde ocorreram os abusos.
No primeiro caso, a vítima de 17 anos relatou que havia tido um relacionamento anterior com o investigado. Ela afirma que aceitou um convite para sair e foi levada a um apartamento em Copacabana, onde encontrou outros rapazes.
De acordo com o depoimento, ela teria consentido em manter relação apenas com o jovem, mas os demais homens teriam participado do abuso contra sua vontade.
O segundo caso envolve uma adolescente que tinha 14 anos na época dos fatos. Ela afirma que também foi convidada pelo investigado para ir a um apartamento, onde teria sido violentada por pelo menos três rapazes, além de ter sido agredida. Segundo o relato, o crime teria sido filmado e posteriormente divulgado.
As autoridades seguem realizando diligências para localizar o adolescente e dar continuidade às investigações sobre os casos de estupro coletivo no Rio de Janeiro.











































