A jovem Alana Anísio Rosa, de 20 anos, que foi vítima de um violento ataque em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, acordou do coma e revelou detalhes do crime que quase tirou sua vida. O caso, que chocou o país pela brutalidade, aconteceu na noite do dia 6 de fevereiro, quando a estudante foi atacada dentro da própria casa.
Segundo relatos divulgados pela família, o agressor seria Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, de 22 anos, que está preso preventivamente suspeito de cometer a tentativa de feminicídio. Alana foi esfaqueada mais de 30 vezes após recusar um relacionamento com o homem.
As informações sobre o depoimento da jovem foram compartilhadas pela mãe da vítima, Jaderluce Anísio de Oliveira, que utilizou as redes sociais para relatar o que a filha conseguiu lembrar após acordar no hospital.
Ataque começou após a jovem chegar da academia
De acordo com o relato da mãe, Alana havia acabado de chegar da academia quando entrou em casa e foi surpreendida pelo agressor. Segundo a jovem, o homem pulou o muro da residência e entrou logo atrás dela.
“Ele já chegou batendo nela. Ela disse que ele chutou muito a cabeça dela, chutou muito, e jogou ela no chão”, relatou Jaderluce.
Após a agressão inicial, o suspeito teria iniciado o ataque com faca. A mãe afirmou que o homem usava luvas durante a ação, o que indica, segundo a família, que o crime teria sido planejado.
“A intenção dele realmente era acabar com a vida da minha filha”, afirmou Jaderluce.
Mesmo gravemente ferida, Alana ainda tentou reagir. A jovem contou que ouviu o barulho do carro da mãe chegando e tentou gritar por ajuda, na esperança de ser socorrida.
Mãe interrompeu o crime dentro da residência
Ao chegar em casa, Jaderluce ouviu os gritos da filha e entrou rapidamente na residência. Ao presenciar a cena de violência, conseguiu expulsar o agressor do imóvel.
Em seguida, ela socorreu a filha e acionou a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ).
Alana apresentava diversos ferimentos graves provocados por faca, principalmente no rosto, ombro e tórax, e foi levada com urgência para o hospital.
Horas depois do crime, Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva foi preso em flagrante. Dois dias depois, em 8 de fevereiro, a Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito.
Jovem saiu do CTI e apresenta melhora
Após semanas internada em estado grave, a família recebeu uma notícia considerada um verdadeiro milagre.
Nesta terça-feira (3), a mãe da jovem informou que Alana deixou o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e foi transferida para um quarto do hospital.
A estudante também passou por um exame de broncoscopia, procedimento que analisa as cordas vocais, devido à traqueostomia realizada durante o tratamento.
“Graças a Deus está correndo tudo bem. Só agradecer mesmo. Essa nossa batalha aqui no hospital já está quase terminando”, disse a mãe.
Segundo ela, a expectativa da equipe médica é que a jovem possa receber alta hospitalar em breve.
Perseguição teria durado meses
De acordo com a família, o suspeito já vinha assediando Alana há cerca de quatro meses. Durante esse período, ele enviava chocolates e buquês de flores de forma anônima.
Somente em dezembro de 2025 ele revelou que era o autor dos presentes e declarou interesse em um relacionamento.
A jovem, no entanto, recusou o pedido e disse que estava focada nos estudos para ingressar no curso de Medicina.
Após a rejeição, segundo relatos da família, o comportamento do homem teria se tornado cada vez mais obsessivo.
Os dois frequentavam a mesma academia, mas tinham apenas contato superficial, sendo conhecidos apenas de vista.
Família promete lutar por justiça
Mesmo diante da recuperação da filha, a família afirma que não pretende deixar o caso cair no esquecimento.
“Eu vou lutar, vou correr atrás de todos os direitos para que esse crime não fique impune”, afirmou a mãe.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades e o suspeito permanece preso.
A tentativa de feminicídio reacende o debate sobre violência contra mulheres no Brasil, especialmente em situações envolvendo perseguição e rejeição amorosa.
Segundo especialistas, episódios de assédio insistente podem evoluir para crimes graves quando não são identificados e denunciados precocemente.
Segundo o site Itatiaia.








































