A Justiça manteve a prisão da comerciária Gislaine Ferreira de Oliveira, acusada de matar o ex-companheiro, o comerciante Miguel Bet Castilho Mamani, por envenenamento no município de Chupinguaia. A audiência de custódia ocorreu na semana passada, em Vilhena, e a decisão foi pela continuidade da prisão preventiva.
A defesa de Gislaine, representada pelo advogado criminalista Luís Serafim, informou que irá recorrer. Segundo o defensor, o processo tramita sob sigilo, o que impede comentários detalhados sobre o caso. Ele afirmou apenas que será solicitada uma contraprova acerca do suposto uso de “chumbinho”, substância que teria sido colocada na marmita da vítima.
Histórico de ocorrências
Levantamento feito com base em Boletins de Ocorrência registrados pela Polícia Militar aponta que o relacionamento entre Gislaine e Miguel era marcado por conflitos constantes.
Um dos registros, datado de setembro de 2024, indica que Gislaine acionou a polícia alegando estar sendo agredida pelo então companheiro. Conforme o relato policial, ao chegar ao local, os agentes encontraram o homem com uma perfuração no braço, supostamente causada por uma caneta utilizada por ela para se defender.
Outro boletim, de agosto do ano passado, relata que Miguel teria ido até o local de trabalho da ex-companheira e proferido ofensas. Ainda segundo o registro, ele teria feito ameaça de morte, afirmando que a situação entre eles seria resolvida “na justiça ou no caixão”. A motivação, conforme consta no documento, seria uma ação judicial movida por Gislaine por injúria.
O caso segue sob investigação e tramitação judicial.








































