O Carnaval de São Paulo em 2026 registrou uma das cenas mais inusitadas de segurança pública dos últimos anos. Agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deixaram o distintivo à mostra apenas no momento da abordagem, após passarem horas camuflados entre 1,2 milhão de foliões com fantasias infláveis de extraterrestres. A operação resultou na prisão de quatro homens em flagrante no entorno do Parque Ibirapuera.
A tática de infiltração, que já utilizou disfarces de Power Rangers e Mario Bros em anos anteriores, foca em identificar criminosos que se aproveitam da aglomeração para furtar celulares ou vender produtos sem procedência. Ao estarem fantasiados, os policiais conseguem observar atitudes suspeitas sem alertar os infratores, que geralmente monitoram apenas a presença de viaturas e fardas convencionais.
A equipe de policiais-ETs focou em duas frentes distintas de criminalidade que assolam os grandes eventos de rua: o mercado paralelo de bebidas e o furto de tecnologia.
-
Bebidas Adulteradas: Três homens foram detidos enquanto vendiam misturas alcoólicas clandestinas. Os produtos não possuíam rótulos, lacres ou identificação de origem, representando um risco sanitário aos foliões.
-
Furto de Celulares: Um quarto suspeito foi preso com três aparelhos escondidos sob a roupa. Aos policiais, ele admitiu que sua função era apenas “estocar” os celulares subtraídos por outros membros de sua quadrilha para evitar que os executores fossem pegos com os objetos.
Durante a condução, um dos detidos tentou subornar os agentes oferecendo a quantia de R$ 3.000,00 para ser liberado, o que lhe rendeu uma autuação adicional por corrupção ativa. As bebidas apreendidas foram enviadas para perícia técnica para verificar a presença de substâncias tóxicas ou entorpecentes usados para dopar vítimas.
A Secretaria de Segurança Pública defendeu o uso das fantasias, afirmando que a “camuflagem festiva” é hoje uma das ferramentas mais eficazes para o policiamento de inteligência em eventos de massa, onde o monitoramento por câmeras e drones, embora presente, pode ser burlado por grupos organizados.










































