O caso das médicas de Rondônia acusadas de torturar uma mulher boliviana passou a repercutir em todo o Brasil após novas revelações exibidas em reportagem da TV Record, que apresentou detalhes atualizados das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
As apurações apontam que o episódio envolve as médicas Priscila R. e Nágyla D., investigadas por crimes de sequestro e tortura. Inicialmente, a versão divulgada indicava que a vítima teria sido atraída ao Brasil sob falsa promessa de emprego, em um suposto plano de vingança pessoal.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil esclareceu que a boliviana não veio ao país com a expectativa de trabalho. Segundo os investigadores, a viagem teria ocorrido em razão de uma relação de amizade entre as envolvidas, construída durante o período em que as médicas cursaram medicina na Bolívia.
De acordo com os autos, Priscila seria madrinha do filho da vítima e teria utilizado a criança como justificativa para trazê-la ao Brasil, alegando que entregaria um presente. A proximidade entre as três era conhecida desde os anos de convivência no exterior.
Ainda conforme a apuração policial, o conflito teria sido motivado por um suposto relacionamento da vítima com o ex-marido de Priscila, ocorrido após a separação do casal. Essa situação é tratada como uma das principais linhas de investigação para entender a motivação das agressões.
O crime teria ocorrido em um sítio isolado em Rondônia, onde a vítima foi mantida em cativeiro, submetida a agressões físicas e filmada, em um contexto de humilhação. As imagens teriam sido utilizadas para intimidar a mulher, segundo a investigação.
A defesa das médicas afirma que ambas estão colaborando com as autoridades e informou que ingressou com pedido de revogação da prisão preventiva. O caso segue sob análise do Poder Judiciá









































