A Polícia Federal (PF) deu início a um inquérito para investigar a possível orquestração de ataques coordenados contra o Banco Central (BC) em plataformas digitais. A apuração surge após a autoridade monetária realizar a liquidação do banco Master.
As suspeitas ganharam força após denúncias de influenciadores digitais, que relataram ter recebido propostas financeiras para produzir conteúdos críticos à atuação do BC. O objetivo seria deslegitimar a decisão técnica do órgão regulador.
Entre os denunciantes está o vereador Rony Gabriel, do Rio Grande do Sul, que afirmou ter sido procurado por executivos ligados ao proprietário da instituição liquidada. O relato aponta uma tentativa de colocar em xeque a credibilidade da instituição financeira nacional.
O banco Master já é alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de fraudes financeiras. O foco principal recai sobre operações de compra envolvendo o banco público do Distrito Federal, o BRB, negócio que acabou barrado pelo próprio BC.
O bloqueio da venda ocorreu devido a indícios de que o banco público estaria adquirindo “carteiras podres”, ou seja, ativos sem lastro real. Estimativas preliminares apontam que o rombo financeiro na instituição pode variar entre 2,4 bilhões e 4 bilhões de reais.
Com base nas novas denúncias, a PF elaborou um relatório preliminar que foi entregue ao ministro Dias Toffoli. O magistrado autorizou a abertura de um inquérito específico para identificar os financiadores da suposta campanha difamatória.
A investigação busca agora confirmar se houve pagamento sistemático para a disseminação de narrativas negativas. Caso comprovada a ação orquestrada, os envolvidos podem responder por crimes contra as instituições e o sistema financeiro.










































