A Polícia Federal (PF) adiou, nesta terça-feira, os depoimentos de três investigados no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fraudes financeiras na compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). As oitivas estavam previstas para ocorrer nas instalações do Supremo, por determinação do ministro Dias Toffoli. Contudo, as defesas dos acusados informaram que não tiveram acesso integral aos autos das investigações, impossibilitando os esclarecimentos.
Entre os depoentes que tiveram os atos suspensos estão Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. Até o momento, apenas o ex-diretor Luiz Antonio Bull foi ouvido. Segundo os seus representantes legais, o investigado respondeu a todos os questionamentos e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com o processo.
O caso subiu para a Suprema Corte em dezembro do ano passado, após a citação de um deputado federal nas investigações, o que atraiu a competência do foro privilegiado. Antes, o processo tramitava na Justiça Federal em Brasília. As irregularidades foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para desarticular um esquema de concessão de créditos falsos.
As autoridades estimam que o rombo causado pelas fraudes possa atingir a cifra de 17 bilhões de reais. Além da tentativa de aquisição pelo banco público do Distrito Federal, a investigação foca na atuação do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros ex-diretores do Banco Master. O STF ainda não definiu as novas datas para as oitivas dos demais envolvidos, aguardando a regularização do acesso aos documentos pelas defesas.







































