O desfecho trágico do desaparecimento da arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, chocou o interior e a capital paulista no último sábado (24). Após três meses desaparecida, seu corpo foi localizado em uma área de mata em São Paulo, enterrado pelo ex-namorado, Euhanan dos S. B., de 25 anos.
Euhanan foi preso no bairro de Marsilac, na zona sul da capital, portando um revólver calibre .38 e munições. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o criminoso confessou o assassinato e levou os policiais até o ponto exato onde havia ocultado o cadáver da vítima.
O caso é marcado por uma sequência brutal de violência doméstica. Em 2023, Fernanda sobreviveu milagrosamente a um ataque de Euhanan, no qual recebeu oito golpes de faca. Na época, o agressor fugiu, e a arquiteta, sob constante pressão psicológica e medo, acabou reatando o relacionamento e mudando-se de Serra Negra para a capital.
Mesmo após a tentativa de homicídio, as agressões não cessaram. Em junho de 2024, Fernanda registrou um novo boletim de ocorrência relatando ter sido atingida por socos, chutes e golpes de capacete. No documento, ela confessou à Polícia Civil que não conseguia romper o vínculo por temer que o ex-namorado cumprisse as promessas de morte.
A prisão de Euhanan dos S. B. ocorreu após uma denúncia anônima enquanto ele caminhava pela rua. No domingo (25), a Justiça confirmou a prisão preventiva do acusado após audiência de custódia. Ele foi representado pela Defensoria Pública, e o caso segue sob investigação rigorosa.
A ocorrência foi tipificada no 101º DP (Jardim das Imbuias) como:
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Feminicídio
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Ocultação de cadáver
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Violência doméstica
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Posse ilegal de arma de fogo
| Data do Evento | Episódio de Violência | Desfecho |
| 2023 | Oito golpes de faca | Fernanda sobreviveu e reatou o namoro |
| Junho 2024 | Agressão com capacete | Registro de Boletim de Ocorrência |
| Outubro 2025 | Desaparecimento | Início das investigações em SP |
| Janeiro 2026 | Prisão de Euhanan | Confissão e localização do corpo |
A tragédia de Fernanda reacende o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e o ciclo de abuso que impede muitas mulheres de deixarem seus agressores. O corpo da arquiteta passará por exames no Instituto Médico Legal (IML) antes de ser liberado para o sepultamento em sua cidade natal, Serra Negra.








































