A Polícia Federal (PF) iniciou nesta segunda-feira, 26 de janeiro, uma série de oito depoimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da investigação sobre o Banco Master. As oitivas, conduzidas sob sigilo por ordem do ministro relator Dias Toffoli, buscam esclarecer irregularidades na aquisição de carteiras de crédito pelo Banco de Brasília (BRB), instituição estatal do Distrito Federal.
O primeiro a prestar depoimento foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor do BRB. O cronograma desta segunda-feira inclui ainda executivos de empresas investigadas e o superintendente de tesouraria do Master. Na terça-feira, as atividades continuam com depoimentos presenciais e por videoconferência, alcançando sócios e diretores de compliance das instituições envolvidas.
A investigação foca em suspeitas de crimes graves, como gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. O esquema apurado envolve a negociação de “ativos podres” que somariam R$ 12 bilhões. O Banco Master sofreu liquidação pelo Banco Central após indícios de insolvência, o que obrigou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a desembolsar R$ 26 bilhões para socorrer investidores.
A condução do caso por Dias Toffoli tem gerado tensões com os investigadores. O ministro limitou o prazo para os depoimentos e solicitou que materiais apreendidos fossem enviados diretamente ao STF, saltando a perícia inicial da PF. Além disso, revelações sobre viagens do ministro em jatinho de advogado da causa e ligações de seus familiares com fundos vinculados ao Master têm aumentado a pressão sobre o relator.
O caso chegou ao STF após a menção a um deputado federal em documentos apreendidos, embora a participação do parlamentar ainda não tenha sido confirmada. No último dia 16 de janeiro, Toffoli prorrogou as investigações por mais 60 dias, mantendo o foco sobre Daniel Vorcaro, dono do Master, que já foi alvo de prisões e apreensões em fases anteriores da operação.









































