A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 1), prendeu três homens na manhã desta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026. A ação faz parte da segunda fase da Operação Arur Betach, que investiga crimes de tortura e a atuação de facções no estado.
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos contra suspeitos de participarem diretamente de castigos físicos impostos a duas pessoas. Segundo as investigações, o grupo agia sob ordens e utilizava violência extrema para manter o controle e aplicar punições determinadas pela organização.
Esta nova etapa é desdobramento de uma investigação iniciada em 2025, que ganhou repercussão com a prisão de uma influenciadora digital em outubro daquele ano. Na ocasião, a polícia descobriu que ela era a responsável por ordenar os ataques e as sessões de tortura contra as vítimas.
O nome da operação, Arur Betach, é uma expressão em hebraico que significa “maldito o que confia”. A escolha faz referência a uma postagem feita pela própria influenciadora em suas redes sociais logo após os crimes, citando um trecho bíblico sobre a confiança entre os homens.
Com as prisões realizadas hoje, a Draco busca encerrar o ciclo de identificação dos coautores envolvidos no caso. O material apreendido durante as buscas será analisado para verificar a participação dos suspeitos em outros crimes cometidos pela facção criminosa na região.










































