A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira mandados de busca e apreensão contra a cúpula do Rioprevidência, no âmbito da Operação Barco de Papel. Entre os alvos estão o atual presidente do órgão, Deivis Marcon Antunes, e ex-diretores da área de investimentos, investigados por transações irregulares com o Banco Master.
Na residência de Deivis Marcon, que cumpre férias programadas, os agentes apreenderam um veículo blindado de luxo, dinheiro em espécie e dispositivos eletrônicos. Buscas similares ocorreram nos endereços de Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-gestores de investimentos, resultando na apreensão de computadores e documentos.
O inquérito aponta que o fundo de previdência estadual aplicou 970 milhões de reais no Banco Master em um período de menos de um ano. A Polícia Federal afirma que tais operações expuseram o patrimônio de 235 mil servidores fluminenses a riscos elevados de calote, dada a situação de insolvência da instituição financeira.
A investigação apura crimes de gestão fraudulenta, corrupção passiva e desvio de recursos públicos. Em contrapartida, o Rioprevidência sustenta que as aplicações estão protegidas por decisões judiciais e que o fluxo de pagamento aos aposentados e pensionistas permanece inalterado por meio da retenção de créditos consignados.










































