A Polícia Civil do Estado de Rondônia deflagrou na manhã desta sexta-feira, 16, a Operação Sutura para desarticular uma organização criminosa instalada no Ipam. A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco-II), apura fraudes em contratos de saúde e desvios de recursos públicos.
O esquema envolvia uma empresa de fonoaudiologia credenciada para serviços básicos que, segundo a polícia, faturava cirurgias de alta complexidade de forma irregular. As fraudes ocorriam mediante a manipulação de sistemas informatizados e a duplicação de guias médicas para gerar pagamentos indevidos.
A estrutura criminosa contava com a participação direta de servidores públicos do instituto e particulares. Além dos 14 mandados de busca em Porto Velho e Guajará-Mirim, a Justiça determinou o afastamento de agentes públicos e o sequestro de bens para garantir o ressarcimento aos cofres municipais.
A ação mobilizou o Departamento de Combate à Corrupção (Decco) e o Gaeco, do Ministério Público de Rondônia. O suporte operacional foi reforçado pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) para assegurar o cumprimento das medidas judiciais nas residências e sedes das empresas investigadas.
Até o momento, o volume exato do prejuízo financeiro causado ao Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores ainda está sendo contabilizado pelos peritos criminais. A operação marca uma etapa decisiva no combate à corrupção institucionalizada dentro dos órgãos de previdência e saúde da capital.









































