Um radialista de Vilhena registrou uma queixa formal na Polícia Civil nesta segunda-feira, 12 de janeiro, contra um médico da cidade por crime de injúria racial. A denúncia foi motivada por um áudio enviado pelo profissional de saúde a um advogado, no qual proferiu diversos ataques de cunho discriminatório e pessoal.
Na gravação, à qual a reportagem teve acesso, o médico utiliza termos racistas para se referir ao radialista, chamando-o de “aquele negro”. O conteúdo também apresenta ataques violentos à honra da esposa do comunicador e à filha do casal, uma adolescente de apenas 12 anos, utilizando expressões obscenas e degradantes.
Além das ofensas familiares, o médico atacou outro profissional da imprensa local, sugerindo o envolvimento do radialista com grupos políticos para benefício próprio. O motivo dos ataques verbais parece ser um desacordo comercial entre o médico e o advogado que recebeu o arquivo de áudio originalmente.
O radialista afirmou que nunca teve conflitos anteriores com o agressor, mas decidiu buscar a justiça diante da gravidade das ofensas contra sua família. O áudio, que contém termos de baixa calão, não será divulgado publicamente, mas servirá como prova fundamental no inquérito policial e em futura ação de indenização.
A Polícia Civil iniciou a apuração do caso para ouvir os envolvidos e analisar o material probatório. Crime de injúria racial, desde as recentes alterações legislativas no Brasil, é equiparado ao crime de racismo, sendo imprescritível e inafiançável, com penas que podem chegar à reclusão.









































