A Polícia Federal deflagrou uma operação para combater crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente digital, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em municípios de Rondônia e de Santa Catarina. A ação integra esforços nacionais para reprimir a aquisição, o armazenamento e o compartilhamento de material ilícito envolvendo crianças e adolescentes.
A investigação teve início após a identificação de indícios de que um indivíduo, à época residente em Ji-Paraná, estaria disponibilizando conteúdo relacionado a abuso sexual infantojuvenil na internet. Com o avanço das apurações, a Justiça autorizou três mandados, executados simultaneamente em Ji-Paraná (RO), São Joaquim (SC) e Santa Rosa de Lima (SC).
Mandados, apreensões e prisão
Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Federal apreendeu equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica. Em São Joaquim, o investigado foi preso em flagrante pelo armazenamento de material contendo abuso sexual infantojuvenil, o que reforçou as evidências reunidas ao longo da investigação.
As autoridades informaram que a análise dos dispositivos apreendidos seguirá para aprofundar a identificação de eventuais conexões, vítimas e outros envolvidos, mantendo o foco na responsabilização penal e na interrupção da circulação de conteúdo criminoso.
Combate contínuo e prevenção
A operação se insere em uma linha histórica de atuação da Polícia Federal no enfrentamento a crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, especialmente no ambiente virtual, onde a disseminação de conteúdos ilícitos amplia riscos e danos. O trabalho articulado entre estados busca reduzir a impunidade e fortalecer a proteção integral prevista em lei.
Além da repressão, a PF reforçou a importância da prevenção, destacando o papel de pais e responsáveis no acompanhamento do uso de tecnologias por menores. Orientação, diálogo e atenção a mudanças de comportamento são medidas essenciais para coibir situações de abuso sexual infantojuvenil e promover ambientes seguros.
As investigações continuam, com prioridade à identificação de novas provas e à proteção das vítimas, em consonância com a legislação brasileira e compromissos institucionais de defesa dos direitos da infância e da adolescência.










































