A Justiça do Mato Grosso determinou que a acusada Emile A. seja submetida a um exame de insanidade mental. A mulher é ré no caso do assassinato do idoso Cecílio Coletti, de 80 anos, em Tapurah, interior do estado.
O processo criminal foi suspenso até que o laudo psiquiátrico oficial seja concluído. O objetivo é esclarecer se a acusada tinha condições de compreender seus atos no momento em que cometeu o crime.
A juíza Patrícia Bedin acatou o pedido feito pela Defensoria Pública. A defesa relatou o comportamento desorganizado de Emile A. no momento da prisão.
Segundo o relato da Defensoria, Emile apresentava falas desconexas e sinais de surto. A mulher chegou a tentar se automutilar enquanto estava na delegacia, levantando dúvidas sobre sua capacidade mental.
No despacho, a magistrada afirmou que a gravidade do caso – um crime motivado por um calote de R$ 500 – associada aos indícios de desequilíbrio psicológico, torna a avaliação psiquiátrica indispensável.
O laudo deverá apontar se a ré era totalmente incapaz, parcialmente incapaz ou plenamente consciente da própria conduta no dia do homicídio.
A acusada Emile A. foi internada provisoriamente em um Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. A instituição tem o prazo de 45 dias para concluir o exame e enviar o parecer ao Poder Judiciário.
A vítima, Cecílio Coletti, foi encontrada morta com um cinto enrolado no pescoço e múltiplas facadas. O idoso frequentava um bar e prostíbulo que funcionava nos fundos de seu próprio terreno.
Em depoimento, Emile confessou o crime. Ela relatou que o idoso a contratou por R$ 500 para um programa, mas se recusou a pagar, o que provocou a discussão e o ataque fatal.








































