Telescópio espacial da Nasa reentra na atmosfera da Terra após fracasso de missão de resgate

Observatório Neil Gehrels Swift, de 1,5 tonelada, deve se desintegrar quase totalmente; rota de queda inclui trechos da América do Sul.

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Telescópio espacial da Nasa reentra na atmosfera da Terra após fracasso de missão de resgate
NASA/Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab

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O observatório espacial Neil Gehrels Swift, pertencente à Nasa, deve reentrar na atmosfera terrestre nesta quarta-feira, dia 4 de novembro de 2026. O equipamento, que pesa cerca de 1,5 tonelada e avaliado em US$ 500 milhões, fará uma reentrada descontrolada após o encerramento das operações e a falha de uma tentativa de resgate orbital.

A trajetória de reentrada calculada pela organização Aerospace Corporation cruza áreas da América do Sul, América Central, África, Ásia e Austrália. A maior parte da estrutura do telescópio deve se desintegrar em função do atrito com a atmosfera ao se aproximar da superfície terrestre. Segundo dados divulgados pela agência espacial norte-americana, a probabilidade de fragmentos remanescentes atingirem alguma pessoa é considerada baixa, estimada em 1 em 2.100.

Lançado em 2004 com uma previsão inicial de operação de 2 anos, o Swift permaneceu em atividade por mais de duas décadas, registrando mais de 2.000 explosões de raios gama e outros eventos de alta energia no universo. O observatório não dispunha de sistema de propulsão próprio e vinha perdendo altitude gradualmente. Em julho, a Nasa e a empresa privada Katalyst enviaram a nave LINK para acoplamento e elevação de órbita do satélite, porém a espaçonave apresentou falha operacional no espaço, inviabilizando a recuperação do telescópio.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que acontecerá com a estrutura do telescópio espacial Neil Gehrels Swift ao entrar na atmosfera?

A maior parte da estrutura de 1,5 tonelada do observatório deve se queimar e se desintegrar durante o processo de reentrada.

Qual é o risco estimado de algum fragmento do satélite atingir pessoas na Terra?

A Nasa calcula que a probabilidade de um fragmento do equipamento ferir alguém na superfície é de 1 em 2.100.

Quais regiões estão na rota de queda calculada para o observatório?

A faixa de reentrada do telescópio cruza áreas da América do Sul, América Central, África, Ásia e Austrália.

Por que a missão de resgate do telescópio Swift não obteve sucesso?

A nave LINK, enviada pela startup Katalyst em parceria com a Nasa para rebocar o telescópio para uma órbita mais alta, começou a girar descontroladamente após ser lançada, levando ao cancelamento da operação.

 

Com informações de g1

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