Ceaclin promove oficina de Libras em Porto Velho

Capacitação reúne mais de 30 colaboradores na unidade da Avenida Calama e busca melhorar a comunicação com pacientes surdos durante o atendimento.

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A Ceaclin Laboratórios promove uma oficina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para preparar seus atendentes para a comunicação com pacientes surdos em Porto Velho. A atividade ocorre na unidade da Avenida Calama, próximo à Salgado Filho, com programação prevista para dois dias.

Conduzida pela professora Núbia Sussuarana, apresentada como professora de História e especialista em Libras, a capacitação foi acompanhada pelo apresentador Marcelo Regis, do programa Em Foco. Segundo as informações apresentadas na entrevista, mais de 30 colaboradores participam da formação.

A proposta é oferecer conhecimentos que ajudem a equipe a acolher pessoas surdas que utilizam a língua de sinais, reduzindo barreiras de comunicação no atendimento.

Formação voltada à rotina dos atendentes

Durante a entrevista, Núbia explicou que a atividade tem formato de oficina e foco nas situações de contato entre os profissionais do laboratório e os pacientes.

“Eu vou instrumentalizar as atendentes, os atendentes da Seaclean, a fazer um atendimento para pessoas sinalizantes, pessoas surdas”, afirmou a professora.

O trabalho busca preparar a equipe para reconhecer e atender às necessidades de comunicação desse público. A iniciativa foi apresentada como parte das ações da empresa para melhorar o acolhimento de seus pacientes.

A capacitação acontece em uma rede que também ampliou sua presença na capital neste ano, com a inauguração de uma unidade na Zona Sul de Porto Velho, noticiada pelo News Rondônia em maio.

Comunicação e respeito às pessoas surdas

A conversa também abriu espaço para esclarecer a terminologia utilizada ao abordar o tema. Questionada pelo apresentador, Núbia orientou o uso da expressão “pessoa surda” e destacou que Libras significa Língua Brasileira de Sinais.

A professora explicou ainda que há pessoas surdas que se comunicam oralmente. A abordagem reforçou a importância de reconhecer diferentes formas de comunicação, sem tratar todos os pacientes como se tivessem as mesmas necessidades.

Em outro momento, Núbia demonstrou um sinal associado à expressão “I love you” e explicou a presença de empréstimos linguísticos entre línguas de sinais, assim como ocorre nas línguas orais.

Atividade integra programação de setembro

Identificada na entrevista como Ju, uma das responsáveis pela organização relacionou a oficina ao Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro.

Ao comentar a proposta de preparar os atendentes para se comunicar com pacientes surdos, ela afirmou: “A gente sempre trazendo o melhor para o nosso paciente”.

A organização também anunciou uma campanha para outubro, voltada às mulheres, em referência ao Outubro Rosa. Datas e detalhes das atividades não foram apresentados na entrevista.

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