Capitais da Região Norte enfrentam desafios em Saúde e Proteção Social, aponta índice

Levantamento da Agenda Pública revela que nenhuma capital da Região Norte alcançou alta qualidade nos serviços públicos; infraestrutura, saúde e proteção social seguem entre os principais desafios.

Fonte: Flávia Denone

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Capitais da Região Norte enfrentam desafios em Saúde e Proteção Social, aponta índice

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  • O Índice de Qualidade dos Serviços Públicos nas Capitais 2026 (IQSP), da Agenda Pública, avaliou 26 capitais brasileiras com 47 indicadores em oito áreas, e apenas Curitiba (PR) atingiu faixa de alta qualidade, com nota 0,704.
  • A Região Norte teve a menor média do país (0,472), com Belém (PA) em último lugar (0,392), evidenciando problemas de infraestrutura, saneamento, gestão de resíduos, pavimentação, iluminação e custo do transporte coletivo, enquanto Manaus (AM), Palmas (TO) e Cuiabá (MT) se destacaram na Amazônia Legal.
  • A média das capitais da Amazônia Legal foi 0,482, abaixo da média das capitais brasileiras (0,526) e dos municípios (0,491), com Saúde e Proteção Social abaixo da média nacional em todas as capitais, indicando desafios para transformar maior orçamento em serviços eficientes.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Serviço público bom abre portas, mas transformar orçamento em serviços de qualidade ainda é um desafio para boa parte das capitais brasileiras. Essa é a principal conclusão do Índice de Qualidade dos Serviços Públicos nas Capitais 2026 (IQSP), divulgado pela Agenda Pública. O estudo avaliou 26 capitais brasileiras com base em 47 indicadores oficiais distribuídos em oito áreas essenciais da administração pública.

O levantamento mostra que apenas Curitiba (PR) atingiu a faixa de alta qualidade, com nota 0,704. A maioria das capitais ficou na faixa considerada média, enquanto as cidades da Região Norte registraram os piores desempenhos do país em infraestrutura, saúde e proteção social.

A pesquisa analisou indicadores relacionados à Educação, Saúde, Proteção Social, Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Gestão e Mobilidade. Cada variável recebeu pontuação entre 0 e 1, formando a nota final de cada capital.

Segundo a Agenda Pública, o estudo demonstra que elevados investimentos e maior arrecadação não garantem, por si só, serviços públicos mais eficientes. O principal desafio é transformar recursos financeiros em resultados concretos para a população.

“Quando o serviço público funciona, ele muda a vida das pessoas. Uma consulta realizada no tempo certo, uma escola eficiente e um transporte acessível ampliam oportunidades e reduzem desigualdades”, destacou Sergio Andrade, diretor-executivo da Agenda Pública.

Norte apresenta os maiores desafios

A Região Norte registrou média de apenas 0,472, a menor do Brasil. Entre os principais problemas identificados estão:

  • deficiência no abastecimento de água;
  • baixa cobertura de esgoto;
  • dificuldades na gestão de resíduos sólidos;
  • pavimentação insuficiente;
  • iluminação pública;
  • elevado custo do transporte coletivo.

Belém (PA) apareceu na última colocação entre todas as capitais avaliadas, com nota 0,392, reflexo de dificuldades na gestão pública, baixa digitalização dos serviços e reduzido número de servidores efetivos.

Por outro lado, Manaus (AM) e Palmas (TO) figuram entre as capitais da Amazônia Legal com melhor desempenho, ao lado de Cuiabá (MT).

Amazônia Legal fica abaixo da média nacional

O estudo também avaliou especificamente as capitais da Amazônia Legal, que incluem os estados da Região Norte, além de Mato Grosso e Maranhão.

A média regional foi de 0,482, inferior tanto à média das capitais brasileiras (0,526) quanto à média geral dos municípios do país (0,491).

Segundo os pesquisadores, o resultado evidencia que a região possui realidades bastante distintas e demanda políticas públicas específicas para reduzir desigualdades.

Saúde e Proteção Social preocupam

Mesmo concentrando boa parte da estrutura administrativa brasileira, nenhuma das capitais analisadas apresentou desempenho superior à média nacional nas áreas de Saúde e Proteção Social.

Para a Agenda Pública, fortalecer esses serviços significa garantir mais acesso a direitos, melhorar a qualidade de vida e ampliar oportunidades para a população.

O IQSP utiliza exclusivamente dados públicos oficiais e não mede satisfação da população, mas sim a capacidade de entrega das políticas públicas, infraestrutura disponível e resultados alcançados pelos governos municipais.

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