FUP defende que transição energética fortaleça estatais e gere empregos

Federação alerta que processo não pode repetir modelos excludentes e deve servir como alavanca para a reindustrialização do país; coordenador destaca necessidade de soberania e qualificação profissional em painel no Rio de Janeiro.

Fonte: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil - 20

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FUP defende que transição energética fortaleça estatais e gere empregos
© Divulgação/Ari Versiani/PAC

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  • A Federação Única dos Petroleiros defende que a transição energética fortaleça estatais, gere empregos de qualidade e impulsione reindustrialização e inclusão social.
  • A entidade cobra coordenação do Estado, respeito às vocações regionais e políticas de qualificação profissional e serviços públicos para mitigar desigualdades.
  • No seminário do Ineep, participantes destacaram que a redução de emissões deve ser acompanhada de proteção social, combate à pobreza energética e ampliação da renda.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) defendeu, nesta quarta-feira (25), que a transição energética no Brasil precisa ser conduzida de forma a fortalecer as empresas estatais e garantir a geração de postos de trabalho de qualidade. Durante o painel “Relações de Trabalho, Digitalização e Transição Justa”, realizado no Rio de Janeiro, o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, alertou que o país não deve reproduzir modelos internacionais excludentes. Para a entidade, o processo deve ser um motor para a reindustrialização e inclusão social.

Bacelar enfatizou que o caminho para uma matriz mais limpa está em disputa e que o Brasil precisa construir uma rota própria, respeitando as vocações regionais e a soberania nacional. Ele argumentou que cabe ao Estado a coordenação desse movimento, articulando investimentos em pesquisa e inovação tecnológica com políticas de desenvolvimento de longo prazo. O dirigente ressaltou que, em um país de dimensões continentais, as soluções não podem ser únicas e devem dialogar com a realidade de cada território para evitar o aumento das desigualdades.

Qualificação profissional e combate à pobreza energética

Além das questões industriais, a FUP destacou a urgência de preparar a mão de obra para as novas demandas do setor de energia. A federação alertou para a necessidade de programas de qualificação profissional e o fortalecimento dos serviços públicos para apoiar as comunidades mais impactadas pela crise climática. Outro ponto central do debate foi o combate à pobreza energética, garantindo que a transição não resulte em custos proibitivos para as populações mais vulneráveis, assegurando o acesso democrático à energia.

O evento, organizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), reuniu representantes do Dieese, da CUT e do Ipea. Os especialistas concordaram que a redução das emissões de gases de efeito estufa deve caminhar junto com a proteção social e a ampliação da renda. O seminário continua nesta quinta-feira (26), com novas mesas de debate sobre os desafios logísticos e os impactos econômicos da mudança para fontes renováveis no desenvolvimento nacional.

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