A menina Maria Angellyna Amorim, de Araguatins (TO), emocionou o público em Brasília nesta segunda-feira (23) ao ler uma carta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana. Aluna do terceiro ano do ensino fundamental, Maria relatou que a alfabetização abriu um “mundo mágico” para ela e seus colegas, permitindo a leitura de livros e a escrita de poemas e histórias. O relato ocorreu durante a cerimônia que anunciou que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta em 2025.
A escola onde Maria estuda foi uma das 4.872 unidades de ensino condecoradas com o selo nacional Compromisso com a Educação. Durante o evento, o governo federal destacou que o avanço nos índices de aprendizagem é fruto de uma mobilização nacional. A pequena estudante enfatizou que a leitura permite “viajar para outros mundos” e aprender coisas novas, simbolizando o impacto direto das políticas públicas no cotidiano dos estudantes das redes municipais e estaduais de ensino.
Metas para 2030 e Transformação no Chão da Escola
O evento também contou com o depoimento da professora Maria Alice Alves, de Domingos Mourão (PI), cidade que já superou a marca de 80% de crianças alfabetizadas meta estabelecida pelo Brasil para o ano de 2030. A docente destacou que alfabetizar vai além de ensinar códigos, tratando-se de criar possibilidades e abrir caminhos para que cada criança descubra o mundo. Segundo ela, o compromisso assumido com seriedade pelas redes de ensino é o que garante que a educação transforme vidas de forma efetiva.
A secretária de Educação Básica do MEC, Katia Schweickardt, reforçou que a mudança estrutural do país começa no “chão da escola” e depende da cooperação entre União, estados e municípios. O governo federal defende que o local de nascimento de uma criança não deve ser o fator determinante para o seu sucesso na aprendizagem. Com a divulgação dos dados, o Ministério da Educação pretende intensificar o suporte técnico às regiões que ainda buscam atingir os índices de excelência observados em municípios do Piauí e Tocantins.








































