O Banco do Brasil, por meio da Fundação BB, oficializou nesta terça-feira (24) uma parceria estratégica com a Secretaria-Geral da Presidência da República para a implantação de pontos de apoio destinados a entregadores de aplicativos. A iniciativa visa oferecer infraestrutura básica e condições de dignidade para esses profissionais, que frequentemente enfrentam jornadas exaustivas sem acesso a serviços essenciais. O projeto prevê a criação de espaços físicos padronizados em todo o país, equipados com áreas de repouso, pontos de hidratação e locais para a recarga de aparelhos eletrônicos.
Com um investimento estimado em R$ 24 milhões, a expectativa é que cerca de 100 pontos sejam instalados nacionalmente. Segundo o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, a medida terá um impacto direto no cotidiano dos entregadores, que muitas vezes não possuem sequer um local adequado para utilizar o banheiro ou carregar o celular durante o expediente. O projeto também foca na inclusão social, considerando as vulnerabilidades de mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e da população negra, que compõe a maioria dos trabalhadores do setor nas periferias urbanas.
Piloto e infraestrutura obrigatória
A fase inicial do projeto funcionará como um modelo piloto, com a instalação de até 20 unidades para calibrar a gestão e a operação antes da expansão total. Cada ponto de apoio contará obrigatoriamente com banheiros adequados incluindo estrutura para higiene menstrual, água potável gratuita e iluminação segura. Para a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, o apoio a essas iniciativas reafirma o compromisso do conglomerado financeiro com o desenvolvimento econômico sustentável e a melhoria das condições sociais nos territórios onde a instituição atua.
O acordo de cooperação terá duração inicial de 24 meses e é visto como uma iniciativa estruturante para a criação de políticas públicas permanentes voltadas aos trabalhadores de aplicativos. De acordo com o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, a ação amplia o acesso a direitos básicos e fortalece a cidadania. Além do suporte físico, os espaços pretendem servir como pontos de convivência segura, integrando esses profissionais à rede de proteção social e promovendo o bem-estar em um dos setores que mais crescem na economia urbana brasileira.







































