O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quinta-feira (12) informações oficiais ao Ministério das Relações Exteriores sobre a vinda de Darren Beattie ao Brasil. Beattie é assessor do governo dos Estados Unidos e responsável por assuntos ligados ao território brasileiro no Departamento de Estado. O objetivo de Moraes é verificar a agenda diplomática do aliado de Donald Trump e analisar o pedido de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em Brasília.
A movimentação judicial ocorre após a defesa de Bolsonaro solicitar autorização para que Beattie encontre o ex-presidente na próxima segunda (16) ou terça-feira (17), datas em que o assessor estaria em missão oficial no país. Os advogados também pediram a entrada de um tradutor na unidade prisional. Embora Moraes já tenha sinalizado a autorização do encontro, ele determinou inicialmente que a visita ocorra na quarta-feira (18), dia em que, teoricamente, Beattie já teria deixado o solo brasileiro.
Jair Bolsonaro cumpre condenação de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista. Ele está detido no 19° Batalhão da Polícia Militar, situado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. A unidade, apelidada de “Papudinha”, é destinada a presos com prerrogativas especiais. A defesa insiste na liberação para o início da semana, alegando que o adiamento para quarta-feira inviabilizaria a reunião diplomática e pessoal pretendida pelo governo norte-americano.
A decisão de Moraes de consultar o Itamaraty busca evitar conflitos entre agendas privadas de visitação e compromissos de Estado. Darren Beattie é uma figura influente na administração Trump e sua visita a Bolsonaro é vista como um gesto político relevante nas relações entre os conservadores dos dois países. O Supremo aguarda a resposta do Itamaraty para bater o martelo sobre a data definitiva e as condições em que o encontro no sistema prisional deverá ocorrer.









































