A Prefeitura de Porto Velho iniciou a implantação de jardins de chuva em pontos estratégicos da cidade como parte das ações para melhorar o escoamento da água durante o período chuvoso. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura de Porto Velho e integra um modelo sustentável conhecido como infraestrutura verde.
Essas estruturas funcionam como um sistema complementar de drenagem urbana. Embora não substituam os sistemas tradicionais nem eliminem completamente os alagamentos, os jardins de chuva ajudam a absorver parte do volume de água das precipitações, reduzindo os impactos causados pelas chuvas intensas.
Capacidade de absorção
Cada jardim de chuva possui capacidade para armazenar até seis mil litros de água em cerca de 15 minutos. A medida contribui para diminuir o acúmulo de água nas vias e reduzir a pressão sobre o sistema convencional de drenagem.
Ao todo, aproximadamente 20 jardins de chuva devem ser instalados em diferentes pontos de Porto Velho, escolhidos com base em critérios técnicos e estratégicos para ampliar a eficiência do sistema.
Segundo o secretário da Seinfra, Thiago Cantanhede, a implantação dessas estruturas faz parte de um conjunto de medidas voltadas à adaptação da cidade às condições climáticas da região.
“Estamos adotando soluções modernas e sustentáveis que ajudam a cidade a lidar melhor com o volume de chuvas, reforçando o sistema de drenagem e contribuindo para reduzir os impactos nas vias”, afirmou.
Planejamento urbano
O prefeito Léo Moraes destacou que a iniciativa integra o planejamento da gestão municipal voltado à melhoria da infraestrutura urbana.
“Nosso objetivo é investir em soluções inteligentes que ajudem a cidade a enfrentar os períodos de chuva com mais eficiência, garantindo mais segurança e qualidade de vida para a população”, disse.
O secretário executivo da Seinfra, Giovani Marini, explicou que os jardins de chuva fazem parte da chamada infraestrutura verde e atuam como reforço ao sistema de drenagem.
“Eles ajudam a absorver parte da água da chuva e reduzem o volume que chega rapidamente às bocas de lobo, o que contribui para amenizar os alagamentos”, explicou.
Estrutura dos jardins
A construção dos jardins segue um modelo técnico específico. Na parte mais profunda são colocadas rochas que auxiliam na infiltração e no armazenamento da água. Na camada superior é aplicado solo adequado, além da implantação de vegetação que contribui para o processo de absorção.
Embora exista um padrão de construção, os jardins podem variar em tamanho conforme as características de cada local. Entre os fatores considerados estão o espaço disponível, o volume de água esperado e as espécies de plantas utilizadas.
Característica geográfica
A implantação das estruturas também leva em conta características geográficas de Porto Velho, cuja topografia predominantemente plana faz com que, em períodos de chuva intensa, o escoamento da água pelas bocas de lobo ocorra de forma mais lenta.
Nesse cenário, os jardins de chuva funcionam como um sistema auxiliar, ajudando a reter parte da água e contribuindo para reduzir pontos de alagamento na cidade.








































