A 2ª Conferência Nacional do Trabalho encerrou suas atividades nesta quinta-feira, em São Paulo, com a publicação de uma declaração conjunta focada no fortalecimento das relações laborais. O texto defende que a modernização produtiva e o diálogo social são caminhos essenciais para que o Brasil se alinhe aos padrões de desenvolvimento das maiores economias globais.
O documento destaca a necessidade urgente de adaptação às transformações tecnológicas e à reconfiguração das cadeias de produção. Entre as prioridades estabelecidas estão a ampliação de investimentos, o acesso ao crédito com juros reduzidos e a segurança jurídica para fortalecer a competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.
As diretrizes da conferência incluem o aprimoramento de políticas de qualificação profissional e o fortalecimento de fundos estratégicos, como o FAT e o FGTS. Os delegados ressaltaram que a integração de políticas de proteção social é fundamental para garantir que o desenvolvimento econômico seja acompanhado por condições de vida dignas para a população.
Apesar dos avanços, temas sensíveis como a jornada de trabalho e a regulação do serviço por aplicativos ainda demandam novas rodadas de negociação. O texto final reconhece que essas questões exigem análises profundas sobre impactos sociais e ganhos de produtividade para assegurar um modelo de trabalho moderno e equilibrado.
A declaração reafirma o compromisso com a valorização da negociação coletiva e o fortalecimento das entidades sindicais como instrumentos de progresso. Para os participantes, consolidar o Brasil entre as potências econômicas mundiais depende diretamente da capacidade do país em atualizar seu paradigma de relações de trabalho.









































