Uma mobilização nacional das forças de segurança resultou na prisão de 5.238 pessoas suspeitas de crimes relacionados à violência contra mulheres e meninas nas últimas semanas. As detenções ocorreram durante duas grandes ações coordenadas pelo Governo do Brasil: a Operação Mulher Segura e a Operação Alerta Lilás.
As iniciativas fazem parte das estratégias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que reúne ações integradas do Executivo, Legislativo e Judiciário para fortalecer a prevenção da violência de gênero, ampliar a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.
Operação Mulher Segura
Realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, a Operação Mulher Segura contabilizou 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 decorrentes de mandados de prisão ou descumprimento de medidas protetivas de urgência.
A ação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com participação das forças de segurança de 26 unidades da Federação — com exceção do Paraná, que já executava operação semelhante no mesmo período.
Durante os 15 dias de mobilização, foram empregados 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, atuando em 2.050 municípios brasileiros.
As equipes realizaram 42.339 diligências, acompanharam 18.002 medidas protetivas de urgência e prestaram atendimento a 24.337 vítimas de violência.
Ações de prevenção
Além das ações policiais, a operação também incluiu iniciativas preventivas. Foram promovidas 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram cerca de 2,2 milhões de pessoas em todo o país.
Para ampliar a capacidade operacional das forças de segurança estaduais, o Ministério da Justiça destinou R$ 2,6 milhões para o pagamento de diárias de policiais envolvidos nas ações.
A operação integra o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, voltado ao fortalecimento da proteção a grupos em situação de vulnerabilidade.
Operação Alerta Lilás
Paralelamente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) conduziu a Operação Alerta Lilás, considerada a maior ação da história da instituição voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres.
Realizada entre 9 de fevereiro e 5 de março, a operação registrou 302 ocorrências em todo o território nacional, envolvendo prisões em flagrante e cumprimento de mandados de prisão contra agressores.
Segundo a PRF, 119 ocorrências (39,4%) tiveram origem em atividades de inteligência da corporação, enquanto 183 prisões (60,6%) ocorreram a partir de flagrantes realizados pelo efetivo operacional.
Plano nacional de enfrentamento
As operações fazem parte do plano de trabalho apresentado pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
O plano foi elaborado para organizar e integrar as ações prioritárias do compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026, voltado ao combate ao feminicídio e à violência de gênero no país.
Entre as medidas previstas estão mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão contra agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas.
Também estão previstas ações para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas, ampliar a integração entre órgãos de segurança e justiça e promover campanhas educativas de prevenção à violência de gênero.
Outra iniciativa prevista é a criação do Centro Integrado Mulher Segura, voltado ao monitoramento de dados sobre violência contra mulheres, além da implantação de unidades móveis de atendimento e da ampliação da rede de acolhimento às vítimas.









































