O governo de Minas Gerais confirmou, na tarde desta terça-feira (24), que as fortes chuvas na Zona da Mata já causaram 24 mortes e deixaram 47 pessoas desaparecidas. O balanço foi apresentado pelo governador Romeu Zema em Juiz de Fora, cidade mais afetada, com 18 óbitos registrados, enquanto Ubá contabiliza seis vítimas fatais.
O volume de chuva acumulado em poucas horas superou a média mensal, resultando em deslizamentos severos e inundações. O Corpo de Bombeiros mantém cerca de 500 homens nas operações de busca, incluindo tropas especializadas e cães farejadores. Até o momento, 98 pessoas foram resgatadas com vida em meio aos escombros e áreas isoladas.
Situação de desabrigados e alerta de risco
As autoridades contabilizam mais de 200 desabrigados e 400 desalojados apenas em Juiz de Fora. Em Ubá, a destruição de uma ponte e a queda de energia em 22 mil imóveis agravam o cenário. A Defesa Civil e o major Mardell da Silva reforçaram a necessidade de evacuação imediata ao receberem alertas no celular, devido ao grave risco geológico de novos deslizamentos.
Diferente dos desalojados, que possuem suporte de parentes, os desabrigados dependem exclusivamente de estruturas públicas como ginásios e escolas. O Conselho Regional de Engenharia (CREA-MG) enviou equipes para avaliar a estabilidade de encostas e evitar novos desastres em áreas residenciais comprometidas pela infiltração da água.
Recursos e apoio federal para reconstrução
Para enfrentar a crise, o governo estadual anunciou a liberação imediata de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá. Estes recursos suplementares serão aplicados no socorro direto às vítimas e na logística das equipes de resgate. A Cemig também trabalha no deslocamento de geradores para restabelecer a energia nos bairros afetados.
O governo federal garantiu apoio posterior para a reconstrução de infraestruturas públicas, como pontes e vias destruídas pela força das águas. Zema deve permanecer na região até quarta-feira para coordenar as ações de campo e acompanhar a atualização do número de vítimas, que pode subir à medida que os trabalhos avançam nos locais de soterramento.










































