Neste momento, o Brasil busca respostas e tenta compreender o paradeiro do magistrado que, até pouco tempo, era alçado ao posto de paladino da Justiça um verdadeiro “Batman” em defesa da lei e da moralidade pública. Onde está esse rigoroso defensor da ética estatal agora, quando auditores fiscais da Receita Federal enfrentam perseguições e investigações consideradas infundadas?
A acusação que recai sobre esses servidores é a de suposto vazamento de dados sigilosos de autoridades, incluindo ministros da Suprema Corte e familiares. No entanto, segundo o autor, as informações tornadas públicas dizem respeito a agentes públicos e parentes que firmaram contratos que ultrapassariam R$ 100 milhões com empresas atualmente sob suspeita de fraudes bilionárias.
Onde está o ministro? O silêncio estaria relacionado ao eventual envolvimento de nomes ligados à sua própria estirpe nesses contratos? O artigo aponta como intrigante o fato de que o magistrado, antes exaltado por decisões firmes e medidas impositivas, agora não se manifesta diante das novas controvérsias.
O autor sustenta que o mesmo ministro acumulou funções incompatíveis ao atuar como investigador, vítima e julgador em procedimentos que culminaram na prisão de cidadãos sob a narrativa de uma “tentativa de golpe”.
Diante das recentes revelações que, segundo o texto, escandalizam setores da imprensa por atitudes classificadas como imorais, antiéticas e inconstitucionais, surge outro questionamento: as irregularidades e o desrespeito ao sistema acusatório passaram a existir apenas agora?
O artigo também critica a instauração, de ofício (ex officio), de inquéritos que, na avaliação do autor, teriam atropelado prerrogativas do Ministério Público e violado o princípio da inércia jurisdicional.
Para Edu Félix, a Justiça não pode ser seletiva. Se determinadas medidas hoje são consideradas abusivas, argumenta, já o eram quando serviam a outros propósitos. O texto conclui defendendo o restabelecimento da ordem constitucional, sem “justiceiros” e com fidelidade ao devido processo legal.
Edu Félix é jornalista, com atuação voltada à análise política e ao acompanhamento dos desdobramentos do cenário jurídico brasileiro.




































