O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira, 19, que a Polícia Federal (PF) retome as investigações sobre supostas fraudes no Banco Master. A decisão ocorre uma semana após Mendonça assumir a relatoria do caso, anteriormente conduzido pelo ministro Dias Toffoli.
Com a nova determinação, a PF está liberada para dar continuidade ao fluxo ordinário de trabalho, o que inclui a coleta de depoimentos de investigados e testemunhas. O ministro ressaltou que as diligências devem ocorrer nas dependências da própria instituição policial.
Um dos pontos centrais da decisão refere-se à perícia de aproximadamente 100 dispositivos eletrônicos apreendidos. Para agilizar o processo, que levaria cerca de 20 semanas se realizado por apenas um perito, Mendonça autorizou o compartilhamento das informações entre diferentes áreas técnicas da PF.
Entretanto, o ministro impôs regras rígidas de confidencialidade. Apenas os agentes e autoridades diretamente envolvidos na análise podem ter acesso aos dados, mantendo o sigilo profissional inclusive perante superiores hierárquicos e outras autoridades públicas não relacionadas ao inquérito.
A postura de Mendonça marca uma mudança em relação à gestão anterior de Toffoli, que havia restringido o acesso aos dados e indicado peritos específicos para o trabalho. Agora, a corporação ganha maior autonomia técnica para conduzir as análises laboratoriais necessárias.
Apesar da liberação das diligências em curso, o ministro estabeleceu uma trava para novos desdobramentos. Qualquer nova frente de investigação ou abertura de inquérito correlato deve ser solicitada de forma fundamentada e aguardar autorização expressa do relator no STF.
A investigação do caso Master segue tramitando sob sigilo na Corte, buscando esclarecer a extensão das irregularidades financeiras apontadas. A expectativa é que, com o compartilhamento interno de dados, o relatório final da perícia seja concluído em um prazo reduzido.





































