O programa Hackers do Bem anunciou a abertura de 25 mil novas vagas para cursos de nivelamento e básico em 2026. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e visa formar especialistas para enfrentar o aumento de ataques cibernéticos no país.
A expansão ocorre em um cenário de escassez global de mão de obra qualificada. Segundo dados da organização ISC², o déficit mundial de profissionais de cibersegurança supera 4,8 milhões de especialistas, pressionando empresas e órgãos públicos a buscarem formação técnica urgente.
Desde 2024, mais de 36 mil alunos foram certificados pelo programa, que se consolidou como uma das maiores iniciativas nacionais na área. Os especialistas formados atuam na identificação de vulnerabilidades e na defesa de sistemas digitais, seguindo preceitos éticos e de responsabilidade.
O projeto tem atraído perfis diversos, incluindo mulheres e pessoas com mais de 50 anos em transição de carreira. Relatos de participantes destacam que a metodologia permite que alunos sem experiência em tecnologia alcancem níveis avançados de especialização e residência tecnológica.
A formação é dividida em etapas sucessivas: nivelamento, básico, fundamental e especialização, com aulas ao vivo e práticas em laboratório. A fase final consiste em uma residência tecnológica de seis meses com direito a bolsa mensal nos escritórios da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
Não existem pré-requisitos para participar, sendo aberto a estudantes de todos os níveis e profissionais de qualquer área. O objetivo estratégico do governo é consolidar a cibersegurança como uma política pública permanente, protegendo sistemas críticos e a soberania tecnológica brasileira.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial da iniciativa (https://hackersdobem.org.br). Os interessados podem iniciar o percurso formativo imediatamente após o cadastro, aproveitando a flexibilidade do modelo de ensino oferecido pela Escola Superior de Redes.









































