Organizações não governamentais (ONGs) e especialistas da ONU manifestaram forte oposição à nova Estratégia Europeia de Gestão do Asilo e da Migração. O plano da Comissão Europeia visa acelerar a deportação de imigrantes em situação irregular.
A proposta prevê o reforço do controle de fronteiras e a intensificação de repatriamentos nos próximos cinco anos. No entanto, entidades como a Picum e Médicos do Mundo afirmam que as medidas podem autorizar buscas domiciliares sem mandado judicial.
Críticos comparam as medidas propostas às táticas utilizadas pela polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE). Segundo as ONGs, o projeto pode transformar o cotidiano europeu com vigilância intensiva e o uso de perfilamento racial em espaços públicos.
A Comissão Europeia defende que os procedimentos são necessários para reduzir chegadas ilegais e manter a segurança do bloco. O comissário Magnus Brunner afirma que o objetivo é evitar abusos nos sistemas de asilo e proteger quem realmente precisa.
O Parlamento Europeu deve votar a proposta no início de março, sob pressão de especialistas em direitos humanos. Em 2025, a agência Frontex registrou o menor número de passagens irregulares nas fronteiras da Europa desde 2021.









































