A Nova 364 entrou de vez no vocabulário de quem vive Rondônia. Para uns, a concessionária ainda é lembrada primeiro pelo tema “pedágio”, para outros, ela já tem um significado bem mais concreto, equipes trabalhando nos trechos, bases de apoio em pontos estratégicos, guincho, ambulância, segurança e um tipo de presença que começa a mudar a relação do usuário com a BR-364. Foi nesse clima de expectativa, curiosidade e, principalmente, de busca por informação, que o programa Conexão RH abriu a temporada 2026 com uma entrevista longa e reveladora com Mauricio Mendes, gerente administrativo e financeiro da Nova 364.
Ao longo do bate-papo com Mariana, que também se destaca por atuar diretamente no recrutamento de profissionais para a concessionária, Maurício mostrou um lado que muita gente ainda não conhecia, o “coração” administrativo e financeiro por trás de um projeto estimado em mais de R$ 10 bilhões e com horizonte de 30 anos. Mas, mais do que números, ele insistiu em algo que o público costuma querer entender: como esse tipo de empresa impacta a vida real, o trabalho, a formação, o atendimento na estrada e o desenvolvimento econômico.
Quem é Mauricio Mendes e por que Rondônia “puxa de volta”
Logo na apresentação, Maurício contou que veio de Curitiba e tem cerca de oito meses de retorno ao estado, mas que Rondônia não é novidade na trajetória dele. Ele já havia trabalhado em Porto Velho entre 2008 e 2013, quando atuou na UHE Santo Antônio, também em posição desafiadora. E é aí que entra um detalhe que humaniza a entrevista e ajuda a explicar a escolha de voltar: vínculos familiares, carinho pela região e a sensação de que “Rondônia fica na gente”.
Mariana, em tom espontâneo, traduziu isso como muita gente fala por aqui, “tomou água do Madeira”. A fala funciona como uma ponte para o que veio depois, a ideia de que projetos grandes não são só contratos, são também pessoas, cultura local, adaptação e respeito ao jeito de ser rondoniense.
Gestão, pessoas e a escolha pela mão de obra local
Um dos pontos mais fortes da conversa foi quando Maurício tratou da prioridade dada à contratação de profissionais de Rondônia. Ele afirmou que 92% do quadro é local e que a diretriz é qualificar e preparar essas pessoas para crescerem dentro do projeto. A ideia, segundo ele, é simples e poderosa: se o empreendimento é no estado, faz sentido que as oportunidades fiquem no estado.
E o assunto não ficou só no discurso. A própria Mariana citou exemplos que viu na prática durante os processos seletivos: gente que entrou em funções operacionais e, com responsabilidade e desempenho, foi promovida para outras áreas, assumindo novas atribuições. Esse tipo de mobilidade interna apareceu como marca de uma cultura que valoriza o crescimento.
Mistura de gerações, a “lógica do time” e liderança com porta aberta
Outra parte que chamou atenção foi a forma como Maurício descreve gestão. Em vez de criar distância, ele fala em proximidade, troca e trabalho conjunto. Usou a metáfora do futebol: não é um jogador que ganha o jogo, é o time. E aplicou isso ao dia a dia, decisões debatidas com a equipe, ambiente mais participativo e a postura de manter a porta aberta para diálogo.
Mariana também trouxe um contraste curioso e bem real: a primeira impressão de seriedade, quase “cara bravo”, que depois vira a descoberta de um líder acessível e parceiro. Isso é relevante porque, em projetos grandes, a cultura interna costuma determinar se as pessoas ficam ou saem. E Maurício citou um dado que reforça isso: rotatividade baixa, algo que ele interpreta como sinal de que o caminho está funcionando.
O impacto econômico que vai além da estrada
Quando o tema virou economia, Maurício falou como economista. Ele destacou três frentes de impacto que, para o público em geral, nem sempre são tão visíveis:
-
Emprego direto e indireto, com cerca de 1.200 pessoas somando os dois grupos,
-
Compras e contratações no mercado local, priorizando fornecedores da região,
-
Arrecadação de tributos, que também movimenta a estrutura pública e o próprio estado.
Essa visão ajuda a entender por que o projeto mexe com o sentimento de muita gente. Rondônia depende da BR-364 para escoar produção, conectar cidades, movimentar comércio, garantir acesso a serviços, e, por isso, qualquer melhoria, ou qualquer falha, ganha dimensão enorme.
O que muda para o usuário da BR-364 no dia a dia
Uma das partes mais úteis da entrevista foi a explicação do que o usuário ganha de forma prática. A conversa citou, por exemplo, bases de apoio em intervalos, estrutura com guincho, ambulância, banheiros, espaço de descanso para motorista, suporte mecânico e resposta mais rápida em situações de emergência.
Mariana trouxe exemplos cotidianos que ajudam a audiência a se identificar, desde um pneu furado até pessoas passando mal na rodovia. Ela defendeu que muita gente ainda não sabe que pode acionar serviços e que informação também é segurança.
O “segredo” do projeto: planejamento
Se tivesse uma palavra repetida com intenção, foi “planejamento”. Maurício explicou que o volume de entregas em pouco tempo só foi possível porque as etapas foram sendo previstas antes, inclusive no recrutamento. Ele mencionou o começo enxuto, com poucas pessoas, e a rapidez do crescimento até chegar à estrutura atual com sede, bases instaladas e equipamentos.
Ele resumiu o maior desafio até ali em uma frase: fazer muito em pouco tempo, e admitiu que, olhando de perto, assusta pelo tamanho da transformação.
O recado final: qualificação e cuidado com golpes
No encerramento, veio um aviso que interessa diretamente ao público que procura vaga: Maurício reforçou que oportunidades existem e vão continuar existindo por ser um projeto longo, mas insistiu que as pessoas precisam se qualificar, fazer curso técnico, estudar idioma, buscar capacitação.
E deixou um alerta claro para evitar confusão e golpes: segundo ele, o processo de recrutamento é centralizado na Mariana, e qualquer pessoa se passando por “recrutador oficial” fora desse fluxo deve acender sinal de alerta.









































