Porto Velho sediou, na quinta-feira (5), o segundo dia da edição Rondônia Brasil do Nodo Bioceânico Central, reunindo representantes do governo de Rondônia, do governo federal e dos governos da Bolívia, Chile e Peru.
O encontro teve como foco o alinhamento de ações estratégicas para a integração logística e de infraestrutura, o desenvolvimento econômico e a consolidação de novas rotas de escoamento da produção com acesso ao Oceano Pacífico.
A programação contou com painéis, mesas temáticas e reuniões simultâneas entre governadores e representantes dos Ministérios do Desenvolvimento e da Integração, voltadas à tomada de decisões estratégicas para a integração regional entre os países participantes.
O objetivo do encontro é fortalecer a articulação institucional entre governos subnacionais e o governo federal, ampliar o diálogo internacional e consolidar Rondônia como elo estratégico do Corredor Bioceânico Central.
A iniciativa é do governo de Rondônia, coordenada pela Secretaria Especial de Integração do Estado de Rondônia em Brasília (Sibra) e pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), responsáveis pela condução das tratativas técnicas, institucionais e pela atração de investimentos ligados à nova agenda logística e produtiva.
INTEGRAÇÃO REGIONAL
A programação do dia incluiu o Painel 1 – Integração Logística Bioceânica, além das Mesas Temáticas 1 e 2, com foco em Cooperação e Diplomacia para a Integração Regional e em Comércio Exterior. Também foi realizada uma reunião estratégica de alinhamento entre governadores e ministérios.
De forma simultânea aos debates, ocorreu a Câmara Técnica 1 – Diagnóstico e traçado das rotas do Nodo Bioceânico Central, espaço de caráter executivo mediado pela Sedec e acompanhado pela Sibra. No encontro, foram discutidos temas como a viabilidade da Ponte Binacional, o trâmite para inclusão do município de Costa Marques na rota e o detalhamento das estradas do Quadrante Rondon.
Participaram da câmara técnica representantes dos governos de Rondônia, Guajará-Mirim, Costa Marques, Arica (Chile), Beni, Oruro e Cochabamba (Bolívia), além de representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO).
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a consolidação da rota pelo Pacífico representa um avanço estratégico para o estado e para os países envolvidos.
“Estamos avançando na construção do Nodo Bioceânico Central, uma agenda estratégica que reúne autoridades de quatro países para discutir integração logística, desenvolvimento econômico e novas rotas de escoamento da produção. Essa rota vai reduzir em cerca de dez dias o tempo de transporte das cargas de Rondônia para o Oriente, o que significa menos custos e mais competitividade para os nossos produtores.”
DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO
Segundo o governador, a integração logística fortalece cadeias produtivas já consolidadas em Rondônia, como a piscicultura, a carne bovina, o café robusta amazônico, o cacau, a castanha-da-Amazônia, o arroz e a soja. Além disso, a iniciativa amplia o acesso a mercados asiáticos, como China, Japão e Coreia, beneficiando também a Bolívia, o Chile e o Peru ao fortalecer a conexão comercial entre a América do Sul e o Pacífico.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Lauro Fernandes, a articulação promovida pelo evento posiciona Rondônia como uma plataforma logística estratégica entre o Brasil e o Pacífico.
“Rondônia já apresenta indicadores econômicos consistentes, com Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 66,8 bilhões e crescimento contínuo da atividade produtiva, além de um recorde recente nas exportações que atingiram cerca de US$ 3 bilhões de dólares em 2025, resultado que reforça a competitatividade do estado no comércio exterior”, afirmou.
O secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento, João Villaverde, ressaltou que a integração entre os governos tem potencial transformador.
“Essa parceria do governo federal com o governo de Rondônia, com os governos da Bolívia, do Peru e do Chile é transformadora. Rondônia já exporta mais de US$ 3 bilhões por ano e pode exportar muito mais. Quanto mais parceria entre os governos nacionais, estaduais, municipais e os países sul-americanos, mais rápido a integração acontece e mais resultados chegam à ponta, com emprego, novas ideias e novas oportunidades para a população”, destacou.
Na reunião de alinhamento institucional participaram, entre outras autoridades, o governador de Rondônia, Marcos Rocha; o governador do departamento do Beni, na Bolívia, José Alejandro Unzueta; o governador da região de Arica e Parinacota, no Chile, Diego Paco Mamani; o governador de Oruro, na Bolívia, Johnny Vedia Rodríguez; além de representantes do governo federal brasileiro.
PROGRAMAÇÃO
O Nodo Bioceânico Central segue nesta sexta-feira (6), em Porto Velho, consolidando-se como uma das principais agendas estratégicas de integração internacional para Rondônia. A iniciativa fortalece a posição do estado como corredor logístico entre o Brasil e o Pacífico, amplia a presença rondoniense nos mercados globais e cria bases para um novo ciclo de desenvolvimento, geração de empregos e competitividade regional.










































