Um levantamento do Instituto Sou da Paz, em parceria com o Instituto Igarapé, aponta que o controle de armamentos não é prioridade das unidades federativas brasileiras. Entre 2021 e 2023, polícias militares, civis e departamentos de Polícia Técnico-Científica de 27 estados deixaram de responder 73% dos pedidos de informação feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI) sobre entrada, saída e investigação de armas de fogo.
O estudo mostrou ainda que apenas seis estados possuem delegacias especializadas no enfrentamento ao tráfico de armas, enquanto a transparência das polícias civis e militares segue baixa, com 78% e 70% das perguntas sem resposta, respectivamente. Segundo Carolina Ricardo, diretora-executiva do Sou da Paz, a ausência de dados dificulta a fiscalização e o monitoramento de políticas públicas voltadas à segurança e ao combate à criminalidade.
O levantamento também destacou a necessidade de padronização na coleta e sistematização de informações sobre armas, bem como o fortalecimento do controle interno das forças de segurança. O Ministério da Justiça e Segurança Pública é apontado como responsável por exigir que os estados alimentem o Sistema Único de Segurança Pública com dados atualizados, prevenindo desvios que alimentam o crime organizado.










































