A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) lançou neste domingo o manual que padroniza os exames de direção em todo o Brasil. As novas regras buscam aproximar a avaliação das situações reais enfrentadas no cotidiano das ruas.
Uma das principais mudanças é o fim das faltas eliminatórias automáticas. Agora, o candidato é avaliado por um sistema de pontos baseado nas infrações do Código de Trânsito Brasileiro, podendo somar até dez pontos sem ser reprovado.
Erros comuns que antes causavam a reprovação imediata, como “deixar o carro morrer”, deixam de ser fatais. A baliza também deixou de ser uma etapa eliminatória isolada, passando a ser avaliada como uma manobra de estacionamento comum.
Segundo o secretário Adrualdo Catão, o objetivo não é facilitar a prova, mas torná-la útil. O foco agora é a leitura de trânsito e a tomada de decisões, deixando de lado rituais mecânicos que não medem a segurança viária.
O processo de habilitação também ficou mais flexível com o fim da obrigatoriedade de autoescolas para aulas teóricas e a redução de aulas práticas obrigatórias. O uso de veículos automáticos nos exames agora também é permitido.
Os Detrans estaduais são obrigados a seguir essas novas diretrizes nacionais. O descumprimento das normas pode gerar punições administrativas e até intervenção direta do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no órgão infrator.










































