As tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã atingiram um novo ápice nesta terça-feira (3). O Comando Central dos EUA confirmou que um caça F-35C abateu um drone iraniano, modelo Shahed-139, que realizava uma aproximação considerada agressiva ao porta-aviões USS Abraham Lincoln. Segundo o porta-voz militar, capitão Tim Hawkins, a ação foi executada em legítima defesa a cerca de 800 km da costa iraniana.
Horas após o abate, autoridades de Teerã minimizaram o episódio, afirmando que o equipamento estava em uma “missão de vigilância em águas internacionais”. O incidente não deixou feridos nem causou danos à frota norte-americana, mas provocou uma alta imediata nos preços do petróleo no mercado internacional devido ao risco de uma escalada bélica na região.
O confronto direto ocorre em um momento diplomático crítico. O presidente Donald Trump, que retornou à Casa Branca com uma política de “pressão máxima”, tem condicionado a paz a um novo acordo nuclear. O republicano exige que o Irã interrompa totalmente o enriquecimento de urânio e desmantele seu programa de mísseis balísticos, pontos que Teerã rejeita sob a justificativa de uso civil e soberania.
Trump relembrou recentemente a onda de protestos que resultou em milhares de mortes no Irã para reforçar a ameaça de ataques aéreos caso um acordo não seja assinado em breve. “Esperamos chegar a um acordo. Mas, se não chegarmos, vamos ver o que pode acontecer”, declarou o presidente no último domingo (1º).
Além do drone abatido, as forças navais dos EUA reportaram um segundo incidente nesta terça-feira. Embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica e um drone Mohajer teriam perseguido e ameaçado abordar o navio-tanque M/V Stena Imperative, de bandeira americana, no Estreito de Ormuz. O destróier USS McFaul precisou intervir para garantir a navegação segura do mercante.
| Elemento do Conflito | Detalhes | Status |
| Drone Abatido | Shahed-139 (Irã) | Destruído por caça F-35C |
| Porta-aviões | USS Abraham Lincoln | Em operação no Mar Arábico |
| Petroleiro | Stena Imperative | Escoltado após assédio iraniano |
| Negociação | Turquia (6 de fevereiro) | Encontro provável entre as nações |
Apesar da fumaça de guerra, há sinais de uma possível saída diplomática. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, teria ordenado a abertura de negociações diretas com Washington, que podem ocorrer já no próximo dia 6 de fevereiro na Turquia. O principal entrave continua sendo o levantamento das sanções econômicas em troca do fim da indústria nuclear iraniana.
A comunidade internacional observa com cautela, temendo que qualquer erro de cálculo nas águas do Golfo Pérsico possa desencadear um conflito de proporções globais.







































