O Banco Regional de Brasília informou ter identificado indícios considerados relevantes no processo de apuração envolvendo o Banco Master. Segundo o BRB, o material já foi encaminhado às autoridades responsáveis e pode auxiliar nas investigações sobre a instituição financeira e sobre a tentativa de aquisição de parte de seu capital pelo banco público.
Em nota divulgada nesta terça-feira, o BRB explicou que os achados constam da primeira etapa de um relatório preliminar elaborado por auditoria independente contratada para verificar a existência de eventuais irregularidades. O documento foi entregue à Polícia Federal no dia 29 de janeiro e ao Banco Central no dia seguinte.
De acordo com o banco, as informações levantadas fazem parte de um conjunto de medidas adotadas após a crise envolvendo o Banco Master. O BRB afirmou que vem tomando providências institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimento, garantias e carteiras de crédito que haviam sido adquiridas.
Parte dessas medidas tramita sob sigilo, segundo a instituição, e outras ainda devem ser anunciadas. O objetivo, conforme destacou o banco, é preservar os interesses do BRB e assegurar a efetividade das ações adotadas diante do caso.
A crise ganhou dimensão nacional após o Banco Central decretar a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025. Em janeiro deste ano, a autarquia também determinou a liquidação da gestora de investimentos Reag, ligada às operações do banco.
As investigações apontam que o episódio envolve um dos casos mais graves já registrados no sistema financeiro brasileiro, com suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e tentativas de socorro financeiro por meio de um banco público.
Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master teve crescimento acelerado ao oferecer Certificados de Depósito Bancário com rendimentos muito acima da média do mercado. Segundo apurações em andamento, o modelo teria sido sustentado por operações de alto risco, que inflavam artificialmente o balanço da instituição enquanto a liquidez real se deteriorava.
O caso segue sob análise das autoridades financeiras e policiais, que devem avaliar o conteúdo dos relatórios para aprofundar as investigações e definir eventuais responsabilidades.







































