Na última segunda-feira (02), o programa Agenda News Folia 2026, apresentado pela jornalista Renata Camurça, foi marcado pelo clima de festa. Com entusiasmo, Renata celebrou o retorno do tradicional Bloco das Kaxorras, que promete transformar novamente o bairro Três Marias em um verdadeiro palco de alegria, criatividade e convivência familiar. O convidado especial foi Felipe Lopes, responsável pela condução do bloco, que compartilhou bastidores, história e novidades da edição que chega aos 22 anos de tradição e prepara a maior estrutura já montada pelo grupo.
A conversa seguiu em clima de reencontro, com a sensação de que o bloco fez falta no ano anterior e de que o retorno em 2026 carrega um “gostinho especial” para quem vive o carnaval do bairro. Felipe relembrou que o Bloco das Kaxorras nasceu em 2004, quando havia uma lacuna de atrações na terça-feira de carnaval em Porto Velho. A ideia surgiu dentro da própria família Lopes, inspirada em festas populares do país, onde a fantasia e a inversão de personagens são símbolos de descontração e liberdade. Desde então, o projeto cresceu, conquistou o carinho do público e se consolidou como uma marca cultural do Três Marias. Em 2013, Felipe assumiu a liderança, mantendo a essência original, mas ampliando a organização com apoio dos fundadores e de sócios ligados à história do evento. “Respeito e alegria” seguem como as regras principais.
Durante a entrevista, Felipe destacou que o coração do bloco é a fantasia livre. Vale vestir-se como quiser: homem, mulher, super-herói, personagem. O importante é entrar na brincadeira. Para apimentar ainda mais, o tradicional concurso que elege a “kaxorra mais kaxorra” do ano continua sendo um dos momentos mais aguardados. Não basta apenas a roupa, explicou Felipe: performance, desenvoltura e presença também contam. O concurso, levado a sério no tom divertido do carnaval, é um convite para o público caprichar no figurino e na coreografia.
Outro ponto reforçado foi a decisão de manter o bloco no bairro Três Marias. Para Felipe, isso é identidade, cultura e pertencimento. O bloco nasceu ali e permanece ali, movimentando a comunidade e atraindo foliões de outras regiões da cidade. Ele lembrou que, embora muitos prefiram os circuitos centrais, é fundamental valorizar a descentralização, levando o carnaval também aos bairros, onde famílias se sentem seguras e o comércio local ganha impulso. Renata destacou como o bairro se transforma nas semanas que antecedem o desfile, com moradores preparando cadeiras, geleiras e espaços para receber amigos.
Felipe detalhou ainda o percurso e a concentração, que ocorre na Rua Jaguarão, na Praça do Três Marias, no encontro com a Rua Benedito Inocêncio. A orientação é chegar cedo, especialmente para quem vai com família. A partir do início da noite, o bloco percorre ruas conhecidas da comunidade e retorna ao ponto principal para o concurso, shows e encerramento. O público adora o estilo “carnaval de casa”, com moradores curtindo da calçada, e também conta com ambulantes, como em todo carnaval de rua.
A grande novidade anunciada foi a maior estrutura já vista na história do bloco. O destaque é a contratação do Baby Trio, remodelado e modernizado, que aproxima ainda mais o cantor do público e aumenta a interação. Além disso, estão confirmadas atrações como o DJ Pedrinho, ligado ao bairro, e Juninho Alê como banda principal, com possibilidade de novos nomes na programação. O clima é de expectativa e “spoilers”, com convite para acompanhar os anúncios pelo Instagram oficial @nlicodaskaxorras.
Felipe também falou sobre os bastidores, lembrando que colocar um bloco na rua exige documentação, legalizações e uma burocracia pesada. Ele reconheceu a importância dessas exigências para garantir segurança e estrutura, mas não deixou de mencionar que é uma luta anual. Nesse ponto, destacou o apoio da Uniblocos, entidade que representa os blocos em reuniões e articulações, e ressaltou que a organização do carnaval tem evoluído ano após ano, com diálogo entre órgãos públicos e organizadores para assegurar diversão com tranquilidade.
A expectativa para 2026 é de cerca de mil foliões acompanhando o desfile, sem contar a “pipoca” que se espalha pelas calçadas e dá vida ao carnaval de rua. Encerrando a entrevista, Felipe fez um convite direto: ir com alegria, fantasiar a família, levar cadeira e geleira se quiser e, principalmente, respeitar o próximo. A mensagem que fica é a cara do carnaval de Porto Velho: ser feliz, brincar, encontrar amigos e viver a cidade.
Para quem perdeu o programa ao vivo, a íntegra da conversa está disponível online.





































