A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) realiza, até o dia 26 de fevereiro, o primeiro Censo da Pós-Graduação stricto sensu do Brasil. A coleta de dados estatísticos é obrigatória e individual, abrangendo todos os programas de mestrado e doutorado em atividade no território nacional.
O levantamento inédito utiliza a Plataforma Sucupira para coletar informações de pós-graduandos, professores, pesquisadores e coordenadores. O objetivo central é identificar quem compõe o sistema de ensino superior avançado, permitindo que o governo federal ajuste investimentos conforme a realidade social dos estados.
Entre as inovações do censo está o foco na parentalidade e na diversidade étnico-racial. Pela primeira vez, serão coletados dados sobre o impacto da maternidade e da paternidade na produtividade acadêmica, além do mapeamento detalhado sobre a presença de pretos, pardos e indígenas nos cursos.
A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, destacou que, embora as mulheres sejam maioria entre mestres e doutores desde 2005, o corpo docente ainda é majoritariamente masculino. O censo deve revelar quais barreiras impedem a progressão da carreira feminina e como o racismo estrutural afeta a permanência dos alunos.
Além do perfil social, a pesquisa avalia a saúde mental dos estudantes e a transição para o mercado de trabalho. Com uma taxa de evasão baixa no doutorado, entre 4% e 5%, o desafio atual da instituição é fomentar a interação entre a universidade e o setor produtivo não acadêmico.
Os resultados finais deste mapeamento serão divulgados em novembro de 2026. Com quase 70% de adesão até o momento, a autarquia reforça que a participação é fundamental para que programas que adotam políticas afirmativas recebam avaliações melhores e mais precisas nos próximos ciclos.











































