No Agenda News Folia 2026, a vice-presidente Luciana Oliveira abriu o coração para contar por que o Bloco Pirarucu do Madeira segue sendo um dos nomes mais queridos do carnaval de rua de Porto Velho. Entre memórias, bastidores e recados importantes ao folião, ela reforçou a essência que mantém o bloco vivo: folia gratuita, sem corda, sem venda de abadá e com todo mundo pulando junto.
Logo no início, Luciana destacou que o Pirarucu nasceu com o marido, Hernandes Segismundo, e um grupo de amigos, inspirado na ideia de carnaval livre e inclusivo. A proposta, segundo ela, sempre foi manter um bloco de rua que acolhe famílias, crianças, idosos, pessoas com deficiência e foliões de todos os estilos, sem separar ninguém. Essa escolha, que virou marca registrada, também virou desafio.
Ao falar de números, ela trouxe um retrato claro do tamanho que o Pirarucu ganhou. O que já foi “um carrinho com som” virou estrutura de trio elétrico e hoje envolve custos altos para colocar a festa na rua. Luciana explicou que o bloco precisou buscar parcerias e apoio institucional, citando a Prefeitura de Porto Velho, a Fundação Cultural e emendas parlamentares como caminhos para manter um desfile que continua gratuito para a população.
Outro ponto forte da conversa foi o jeito como o Pirarucu passou a usar o carnaval como vitrine de cidadania. Luciana contou que parte dessa virada veio da organização assumida pelas mulheres na diretoria, com atenção aos detalhes e à segurança, mas também com campanhas que marcaram época. Entre elas, ações ambientais que envolveram parceria e plantio de milhares de árvores, além de pautas de conscientização como combate à violência contra a mulher, respeito à diversidade e proteção de crianças e adolescentes durante a folia.
Em um dos trechos mais emocionantes, ela relembrou a homenagem à “bailarina da praça”, citando como o desfile mexeu com a cidade e abriu portas para que aquela história tivesse um recomeço. Para Luciana, esse tipo de impacto mostra que o Pirarucu é mais que um bloco: é um movimento cultural que, por acaso, faz folia no carnaval.
A entrevista também trouxe expectativas para a temporada, com destaque para a busca por melhor qualidade de áudio, para o público “conseguir ouvir de verdade” a banda e cada instrumento. Luciana ainda reforçou o convite para que o folião vá com alegria e responsabilidade, sem assédio, com cuidado no trânsito e respeito ao outro, lembrando que carnaval só faz sentido quando todo mundo pode participar com segurança.










































